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Fortaleza da Arrifana

Renasce assim, um monumento que cumpriu o dever para que foi construído:

CURIOSIDADES:

Alguns historiadores afirmaram no passado que o local onde se erguia a fortaleza da Arrifana, teria ali existido antes da sua construção, o lendário Ribat da Arrifana de Aljezur, para onde se retirou o Príncipe Árabe Ibn Qasi e muitos dos seus seguidores de teoria sufi.
Hoje, sabe-se e conhece-se a localização do referido Ribat, convento árabe do séc. XII (?), onde esta Associação vem procedendo a trabalhos arqueológicos há vários anos, situada precisamente na Ponta da Atalaia, um pouco a norte da fortaleza da Arrifana.
Em 1762, a fortaleza da Arrifana estava artilhada com meio-canhão de bronze de cal. 18 e uma meia-columbrina também em bronze de cal.12.
A sua guarnição era nesta data de 4 solda-dos do Regimento de Artilharia e Marinha e 3 soldados destacados da Praça de Lagos.
A fortaleza tinha no ano de 1796 o seguinte armamento: 1 peça de bronze de cal. 16 e uma peça de bronze de cal. 12. Possuía ainda balas de 16, 12, no total de 88 e 2 arrobas de pólvora.
Esta fortaleza pertencia à 4ª Companhia das Baterias que defendiam o Reino do Algarve, tinha em 1797 um efectivo de 13 homens dependentes da Praça de Sagres.
Em Outubro de 1831, a fortaleza da Arrifa-na possuía o mesmo artilhamento que em 1796, estando então municiada com 204 balas de cal. 12; 40 espoletas; 40 cartuchos carregados e 6 arrobas de pólvora.
A guarnição era então composta por 1 Cabo de Veteranos, 2 Soldados de Infanta-ria de Lagos e 2 do Regimento de Artilharia de Faro.
Tinha um paiol à prova de bomba e 2 bocas de fogo.
A porta de entrada da Fortaleza da Arrifana, era encimada por uma lápide comemorativa da sua construção, a qual se encontra actualmente numa parede do pátio interior do Museu de Lagos. Quebrada nos cantos superiores, a Pedra de Armas da Fortaleza da Arrifana, está hoje, praticamente toda decifrada, graças ao ilustre historiador Carlos Pereira Calixto, estudo publicado na revista "Espaço Cultural" nº. 7 de 1993, bem como entre outros estudos publicados em jornais e revistas do mesmo autor.
A Associação localizou o ofício que aom-panhou a referida lápide para o Museu de Lagos, oferecida pela Câmara Municipal de Aljezur em 30 de Novembro de 1931.
“…a lápide que tivemos o prazer de oferecer ao Museu encimava a entrada principal da fortaleza d’Arrifana”… “e foi transportada para a vila a fim de evitar que os pastores a destruíssem por completo”.
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Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur
Fundada em 12 de Fevereiro de 1996.
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