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Fortaleza da Arrifana
 

A fortaleza da Arrifana foi construída no ano de 1635, por ordem de D. Gonçalo Coutinho, Governador do Reino do Algarve com a patente de Capitão-Mor, cargo que ocupou de 1633 a 1638. A sua nomeação para aquele cargo, foi dada por Carta-Régia de 28 de Março de 1633, em Madrid pelo Rei D. Filipe III.

Na Biblioteca Nacional, existe na secção dos documentos reservados um “Manuscrito sobre a Defesa do Algarve”, onde se encontra incluído, cópia de uma carta assinada por D. Luís de Sousa, que em resposta a um pedido de informação que lhe foi feito a 1 de Junho de 1635, por Gas-par de Abreu, em nome do Conselho da Fazenda.
“O Conselho me ordenou que da sua parte remetesse a Vossa Senhoria a traça e cópia da Carta do Governador do Algarve e rol de mediação que será com este sobre a nossa fortaleza que se intenta fazer na baía da Rifana daquele Reino para que Vossa Senhoria pelo conhecimento que tem dela e por serviço de sua Majestade ver a estes papéis e informe ao dito senhor do que na matéria lhe parecer que Vossa Senhoria me enviará para satisfazer ao que sua Magestade manda.
A divina guarda a Vossa Senhoria como deseja o Conselho da Fazenda, 1º de Junho de 1634 – Gaspar de Abreu”.
D. Luís de Sousa, era Conde do Prado e desde 1630 Governador e Capitão-Mor do Reino do Algarve, para onde foi nomeado, por Carta-Régia de 3 de Março de 1629, por D. Filipe III. Manteve-se nestas funções até 1633.
D. Luís de Sousa, informa o Conselho da Fazenda que em face da “Planta inclusa da Fortaleza que se pretende fazer na baia da Arrifana na costa deste Reino do Algarve…”, o seu ponto de vista acerca da construção desta fortificação que tinha a ime-diata função de defender uma armação de pesca que já aqui existia em 1516, bem como para a defesa da costa e da baía da Arrifana, constituindo assim o primeiro ponto fortificado desta costa.
A fortaleza da Arrifana, está situada numa ponta de rocha com o mesmo nome e era constituída por duas partes ligadas por um pequeno desfiladeiro. Transposta a porta de entrada, em arco de volta perfeita, ficavam a casa da guarda, os alojamentos e o paiol. Passado o desfiladeiro entrava-se na bateria, onde existiam duas bocas de fogo apontadas ao mar.
Até 1654 pouco ou nada se sabe sobre a fortaleza da Arrifana. Por uma carta datada de 13 de Abril desse ano, o Conde de Val de Reis, Governador e Capitão-General do Reino do Algarve e dirigida ao Rei D. João IV, sabe-se que a fortaleza estava desguarnecida.
Segundo dados históricos sobre o monumento, este deve ter sido reedificado em 1670, pois dois anos antes o Conde de Val de Reis, informa que mandou fazer cal para se proceder à reparação de várias fortificações, entre as quais se encontrava a de Arrifana, tendo as obras tido início no ano de 1669.
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