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Casa Museu Pintor José Cercas
 
A Casa Museu Pintor José Cercas localiza-se no Centro Histórico de Aljezur onde, outrora, existiram as igrejas de: Santa Maria da Alva (antiga Matriz), Espírito Santo e respectivo hospital, Santo António e a Igreja da Misericórdia. Por Testamento lavrado em 10 de Agosto de 1990 o Pintor José Cercas legou à Câmara Municipal de Aljezur a sua casa com todo o seu espólio artístico com a condição de a autarquia criar uma Casa Museu tendo o seu nome, onde figurasse o respectivo espólio.
A Câmara Municipal de Aljezur procedeu a obras de beneficiação, quer no interior como no exterior do edifício, procurando respeitar toda a disposição que o pintor concebeu de modo a apresentar o aspecto que ele idealizou. O espaço que José Cercas reservou para atelier, foi recriado.
Do seu acervo consta além de peças de loiças de diversas proveniências, quer nacionais, quer estrangeiras, faianças, esculturas, arte sacra e valioso mobiliário de várias épocas. A Casa possui ainda uma zona ajardinada donde se desfruta uma maravilhosa paisagem (o castelo, a várzea e a vila), um belíssimo local de convívio e lazer.

Quem foi José Cercas ?

O Pintor José Cercas nasceu em Aljezur a 1 de Abril de 1914, faleceu em Lisboa a 5 de Dezembro de 1992, tendo sido sepultado na sua terra natal no dia 8 de Dezembro do mesmo ano.
Após os estudos primários, em Aljezur, frequentou o Seminário Episcopal de São José em Faro.
Na década de trinta, radica-se em Lisboa, onde frequenta a Escola de Belas Artes e privou com diversos pintores de nomeada.
Aqui inicia a sua actividade artística pintando, essencialmente, flores, paisagens e retratos.
À mesa dos cafés, muitas vezes, ocupava-se a executar desenhos satíricos, tendo deixado valiosa colecção.
Em 1936 publica um livro de poemas que intitula de “Sonetos”.
Frequentou tertúlias convivendo com figuras marcantes da vida cultural e política da capital, em locais como: o Café Lisboa, o Nicola, o Gelo, Brasileira e Martinho da Arcada, etc. Durante algum tempo, foi funcionário da Direcção Geral e Aeronáutica Civil. Dominava diversos idiomas, correspondendo-se com individualidades de vários países. Participou em várias exposições colectivas, como a XII Exposição de Arte Moderna, no Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo em 1948, com a obra intitulada “A Amélia das Laranjas” e expôs, individualmente, no Salão Silva Porto (Porto 1952), no Casino Estoril (Estoril 1954) e na Galeria de Arte Capitel (Leiria 1977). As suas obras estão espalhadas por Museus Nacionais e colecções particulares. Durante anos foi coleccionando peças antigas, que fazem parte do seu valioso espólio, agora exposto na Casa Museu.
Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur
Fundada em 12 de Fevereiro de 1996.
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