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Intervenção Arqueológica na Barrada
Decorreram em Agosto e Setembro deste ano (2010), com a duração de seis semanas, trabalhos arqueológicos no Sitio da Barrada, a Sudeste de Aljezur, junto à escola EBI/JI de Aljezur, local onde, durante a abertura da Rua Estácio da Veiga, em 2003, tinham sido identificados vários silos com materiais islâmicos, então datados, segundo o espólio recuperado, dos séculos IX a XI.
A intervenção realizada, que integra um projecto de estudo e valorização do arqueossítio, integralmente financiado por contribuições de diversas entidades privadas e pela Câmara Municipal de Aljezur, permitiu identificar até agora um total de quarenta estruturas daquele tipo, bem como negativos de compartimentos, estando prevista uma segunda campanha de escavações na primavera do próximo ano.
A direcção dos trabalhos arqueológicos foi da responsabilidade de duas arqueólogas, Silvina Silvério e Elisabete Barradas, membros da Arqueonova – Associação de Arqueologia e Defesa do Património, em colaboração com a ADPHA – Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur, e contou com a participação do técnico de restauro Marco Sousa e de alguns jovens do concelho. A escavação foi visitada por diversos grupos de alunos e professores, alguns pertencente ao Clube de Arqueologia, com o intuito de aprofundar conhecimentos sobre a metodologia empregue em trabalhos arqueológicos e desenvolver o interesse dos jovens quanto à problemática do estudo e preservação do património local.
Os artefactos recuperados incluem sobretudo peças cerâmicas destinadas à confecção e consumo de alimentos e para conter líquidos, tendo sido identificados panelas, caçarolas, potes, jarros, alguidares e taças, a grande maioria apresentando decoração pintada, em tons de preto, branco e vermelho acastanhado. Pelo menos um exemplar integra ainda motivo epigrafado sobre a superfície externa, formando uma frase destinada a proteger o conteúdo do recipiente.
Recolheram-se ainda um alfinete, em bronze, um fragmento de frasco em vidro, possivelmente destinado
Também se identificaram muitos restos alimentares no enchimento dos silos, particularmente espécies de mariscos oriundos da orla marítima, caso do búzio, do mexilhão, do berbigão, da amêijoa e de perceves e algumas espinhas de peixe. Em menor quantidade, os fragmentos de ossos de mamíferos permitiram ainda assim identificar vestígios de gado bovino, ovicaprino, muar e, mesmo, restos de coelho, possivelmente bravo.
Embora tenham sido recolhidos ,também se identificaram muitos restos alimentares no enchimento dos silos, particularmente espécies de mariscos oriundos da orla marítima, caso do búzio, do mexilhão, do berbigão, da amêijoa e de perceves e algumas espinhas de peixe. Em menor quantidade, os fragmentos de ossos de mamíferos permitiram ainda assim identificar vestígios de gado bovino, ovicaprino, muar e, mesmo, restos de coelho, possivelmente bravo.
escassos artefactos cerâmicos de cronologia anterior, proto-históricos e romanos, a maioria do espólio integra-se na datação proposta aquando da descoberta o arqueossítio, não ultrapassando a primeira metade do século XI.
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