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Silos Islâmicos da Barrada e Alcaria
                            Silos Islâmicos de Alcaria
Quando em Agosto de 1998, no sítio da Alcaria, freguesia de Aljezur, uma máquina retroescavadora que estava a proceder ao acentamento de tubagens para abastecimento de água à Zona Sul do Concelho de Aljezur, ao abrir uma vala verificou-se que havia cortado ao meio quatro silos, escavados na rocha calcária, de origem árabe de acordo com os vários fragmentos de cerâmica e telha neles depositados.
Na presença do Presidente da Câmara e Vereadores, foi mandado parar os trabalhos naquele local e com a colaboração de um funcionário municipal que tem acompanhado várias escavações arqueológicas no Concelho, nomeadamente, Corte Cabreira e Castelo de Aljezur, recolheu todo o material cerâmico e outro, nomeadamente ossos e conchas, bem como procedeu à crivagem das terras anteriormente removidas, recolhendo-se ainda mais fragmentos cerâmicos.
Foi contactada pela Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur que fez deslocar ao local dois elementos, tendo posteriormente recolhido e lavado as cerâmicas, verificando tratar-se de material da época muçulmana de acordo com as pinturas patentes em algumas delas.
Contactando o arqueólogo Dr. Luís Barros, este confirmou a importância do achado arqueológico. O achado foi localizado (assinalado) em carta topográfica à Esc: 1:25.000, e procedeu-se à recolha dos materiais com acompanhamento de pessoa idónea.

                           Silos Islâmicos na Barrada
Os trabalhos de construção dos acessos à nova Escola Básica Integrada e Jardim de Infância de Aljezur, vieram pôr a descoberto um conjunto de estruturas islâmicas, em grande parte constituídas por silos. As obras para a construção da rotunda destruíram e, ao mesmo tempo, revelaram um conjunto de 9 possíveis silos a que se juntaram outros 5 no topo da plataforma, constituindo um importante conjunto de estruturas. Em 3 delas foi possível recolher parte do enchimento constituído por restos de alimentação (cascas de mexilhões, lapas, ameijôas, berbigão, caramujo, perceves, búzios e caracóis terrestres para além de alguns ossos de coelho e cabra/ovelha ou veado) e vasilhas cerâmicas. Apesar das condições de recolha foi possível verificar que as cerâmicas deitadas para dentro dos silos deveriam corresponder a peças quase completas, a grande maioria de cerâmica comum apresentando pintura e correspondendo às formas caçoila, jarra, taça e cântaro. Não é possível ainda com precisão datar os materiais ainda que os mesmos devam ser dos séc.XI/XII, sendo obviamente os silos de data anterior. A intervenção efectuada pela Associação sob a orientação do arqueólogo Luís Barros, colaborador da Associação, contou com a participação de associados, professores e alunos da Escola EB E/JI de Aljezur e do Clube de Arqueologia com o apoio da Câmara Municipal de Aljezur, porque os silos se situam em terrenos de vários proprietários, e, porque não foi autorizado até hoje a continuação dos trabalhos arqueológicos, os mesmos encontram-se suspensos, não permitindo assim fazer relatório completo sem o estudo do espólio recolhido, facto que esta Associação lamenta profundamente.
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Fundada em 12 de Fevereiro de 1996.