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Ponta do Castelo - Carrapateira
 A localização das estruturas habitacionais, em alta arriba sobranceira ao mar, as suas dimensões, assim como os espólios exumados, indicam terem formado pequeno povoado, provavelmente sazonal, dedicado à exploração dos recursos marinhos. Trata-se de subsistência complementada, consoante as estações do ano, com a agricultura, conduzindo economia agromarítima, ainda frequente na Costa Algarvia na passada centúria.
A pesca e a recolecção de mariscos constituíam não só a principal fonte alimentar dos residentes neste povoado mas o peixe, depois de salgado e seco, poderia entrar nos circuitos comerciais, servindo como moeda de troca com diferentes produtos de outras regiões do interior, nomeadamente cereais.
A localização deste assentamento, em promontório, sugere, dadas as más condições habitacionais que proporcionaria, devido aos fortes ventos que se fazem sentir quase todo o ano acompanhados por grande humidade, a função de observatório do mar, talvez tendo em vista a baleação.
O osso de baleia encontrado, quiçá utilizado como banco, poderia ter pertencido a animal ali caçado, pois aquele mamífero marinho, hoje desaparecido do mar do Algarve, era abundante no Garb al-Andalus.
O povoado da Ponta do Castelo é o primeiro assentamento de pescadores do período muçulmano a ser investigado no tual território nacional, aguardando-se que o estudo dos testemunhos descobertos constitua contributo para o conhecimento da vida daquelas comunidades, como da herança cultural por elas legada.
 Os trabalhos arqueológicos que aqui se vêm desenvolvendo são da responsabilidade científica dos arqueólogos da Universidade Nova de Lisboa, Arquitecto Mário Varela Gomes e Professora Doutora Rosa Varela Gomes.
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