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Ribat da Arrifana
 Os trabalhos arqueológicos que têm vindo a decorrer na Ponta da Atalaia em Aljezur, puseram a descoberto o Ribat da Arrifana, que, segundo documentos desde o Séc. XII, indicam a sua localização no Ocidente Peninsular, mais propriamente na Costa de Aljezur.
O, único até hoje conhecido no nosso País e o segundo da Península Ibérica, é um convento – fortaleza, constituído por uma sucessão de mesquitas com oratórios , onde os monges – guerreiros faziam as suas orações, assim como, dependências destinadas, tanto aos monges como aos peregrinos.
Este convento – fortaleza teria sido mandado edificar pelo mestre Sufi Ibn Qasi, cerca de 1125 e foi abandonado em 1151, com a morte do seu fundador.
É um local mítico do património histórico-cultural do Al-Andalus, cuja identificação só agora foi possível fazer. O da Arrifana traduz, de modo exemplar o pensamento religioso de Ibn Qasi, dada a sua localização junto ao mar.
Na extremidade da Ponta da Atalaia, escavou-se, talvez, a mais importante mesquita deste complexo religioso do Séc. XII. Trata-se de um espaço murado, integrando muro de orações e minarete, torre de onde os fiéis eram chamados, pelo menos cinco vezes ao dia, às orações.
Durante os trabalhos arqueológicos tem sido encontrado diverso espólio, nomeadamente cerâmicas de vários usos, artefactos metálicos, caixa amuleto com decoração, etc.
O da Arrifana ocupa vasta área da actual Ponta da Atalaia, estando o mesmo a despertar a atenção de vários historiadores, que têm visitado o local e acompanhado os trabalhos arqueológicos. Os referidos trabalhos têm vindo a decorrer sob a responsabilidade cientifica dos professores Rosa Varela Gomes e Mário Varela Gomes da Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, com o apoio da Câmara Municipal de Aljezur e da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur.
O da Arrifana é hoje um dos mais importantes casos de arqueologia Ibérica e Europeia, sendo para Aljezur um marco importantíssimo do seu património histórico e cultural que urge promover, desenvolver e salvaguardar. O da Arrifana encontra-se presentemente em processo de classificação pelo IGESPAR, I.P.
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